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Inovação

Redes neurais artificiais. Saiba mais sobre o cérebro do futuro

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As máquinas estão se apropriando cada vez mais do comportamento humano. Tecnologias cognitivas já começam a provocar dúvidas: foi feito por máquina ou por gente? É humano?

O fato é que as redes neurais artificiais são uma das principais ferramentas utilizadas na aprendizagem por máquinas. São sistemas inspirados no cérebro humano apoiados na replicação da maneira como aprendemos e nos comportamos.

Elas apresentam um modelo matemático inspirado na arquitetura neural de organismos inteligentes e que adquirem conhecimento por meio da experiência – exatamente como nós. O neurofisiologista Warren McCulloch, do MIT, e o matemático Walter Pitts, da Universidade de Illinois (EUA), são os criadores desse feito tecnológico, acredite, na década de 40.

Com base na cibernética, eles fizeram uma analogia entre células nervosas vivas e o processo eletrônico. Mas embora essas redes existam há muito tempo, foram nas últimas décadas que ganharam forte relevância, tornando-se parte importante da inteligência artificial (IA), aliadas à machine learning (aprendizado de máquina).

Sim, a máquina aprende. Do mesmo modo como aprendemos com a experiência em nossas vidas. Assim como nós, as redes neurais precisam de dados para esse aprendizado. Quanto mais os lançamos nessas redes, mais precisa ela se tornará, especialmente por se apoiar em repetições, se tornando mais eficiente a cada experiência. Existem vários exemplos no mercado, como as plataformas cognitivas Watson, da IBM, e Leonardo, da SAP.

Ingressando na mobilidade

Aqui na Resource IT, nossos cérebros (reais e artificiais) trabalham todo o tempo no desenvolvimento de soluções com essas tecnologias disruptivas. Elas permitem a criação de oportunidades de negócios fora da curva. E certamente vão avançar em mobilidade.

De acordo com o site InfoQ, muitas empresas estão desenvolvendo meios de usar rede neural em dispositivos móveis. A Apple já anunciou sua Plataforma CoreML na WWDC 2017 e o Google trabalha em uma versão do toolkit do Tensorflow para dispositivos móveis chamado “Tensorflow Lite”.

As redes neurais, portanto, estão por trás de muitos dos maiores avanços em IA como carros autônomos, conversão automática e reconhecimento por sensores. Um dos mais recentes foi publicado no site hype science sobre um gerador de imagens que transforma desenhos grosseiros de um rosto em uma imagem real e atraente.

Segundo o post, o protagonista dessa inovação é o algoritmo GAN – rede adversária generativa. É impressionante como ele possibilita criar imagens que parecem de pessoas de verdade. Imagine imagens quase que reais de personagens cibernéticos que, por meio de sistemas, imitam a atividade dos neurônios no cérebro humano? Prepare-se, pois essa evolução está em plena ascensão.

“Como parte de suas aplicações expandidas para inteligência artificial, a NVIDIA criou um GAN que usou o banco de dados da CelebA-HQ de fotos de pessoas famosas para gerar imagens de pessoas que na verdade não existem”, aponta o artigo.

Curiosidades a parte, o que se estima é que as redes neurais irão possibilitar muitos avanços em aplicações ainda mais inimagináveis, unindo forças com Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial e outras tecnologias disruptivas. Esse arsenal tecnológico irá possibilitar inovações em serviços e transformar processos e negócios que, hoje, nossos neurônios (humanos) ainda não conseguem processar.

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