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Ser inovador ou empreendedor, o que é melhor?

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Você já reparou como os adjetivos “inovador(a)” e “empreendedor(a)” estão cada vez mais comuns nos perfis das pessoas quando buscam recolocação? Isso não é por acaso, os candidatos destacam essas qualidades pois perceberam que as vagas pedem e tratam dessas características como diferenciais.

Primeiramente, vale entendermos a mudança no mercado de trabalho brasileiro. Até 2005, ele era demandante e crescente, mas a partir de 2006 esse quadro reverteu e tornou-se retrativo. Com mais ofertas do que demanda, a competição por vagas cresceu e a exigência de qualificação ficou cada vez maior.

Claro que a experiência, histórico acadêmico e idiomas são análises fundamentais na escolha do candidato, mas conseguir alguém que some tudo isso a um espírito empreendedor, voltado à inovação, esse é um perfil bem raro. Empresas procuram por esse profissional porque normalmente são questionadores, melhoram processos e procuram alternativas eficientes para os problemas. Nem sempre o caminho mais curto é o mais rápido, como nem sempre o mais rápido é o melhor.

Essa procura não chega a ser uma novidade, há 20 anos o capitão de mar e guerra D. Michael Abrashoff já engajava o comportamento empreendedor em um navio de guerra de uma das instituições mais conservadoras da américa, a marinha dos Estados Unidos (EUA). O navio USS Benfold foi o palco dessas iniciativas, assim como Abrashoff conta no seu livro “Esse Barco Também é Seu” [Editora Cultrix, 2006]. Como os recrutas são alistados, ele precisou estimular e desenvolver essa competência entre os marinheiros.

E como empreender sem inovar? Até o início da década, a inovação era tema de responsabilidade restrita de um grupo específico da companhia (coordenação, gerência ou diretoria). Hoje, nas principais empresas, todos são incentivados ao engajamento – participando, colaborando, sugerindo, empreendendo e inovando. As empresas estão criando ambiente e atmosfera que destacam o profissional inovador.

E quando temos o talento na empresa, adaptado, engajado e produzindo, como retê-lo? Perder um bom funcionário é sempre terrível. Concorda?

Lolly Daskal, uma conceituada leadership speaker, publicou um artigo no site Inc.com sobre os principais motivos de os profissionais saírem da empresa, mesmo gostando dela. Estagnação, sobrecarga de trabalho, falta de reconhecimento e transparência são alguns dos motivos citados. Pessoas empoderadas, motivadas, que são atraídas por qualidade de vida em um bom ambiente de trabalho, dificilmente se lançam no mercado, e quando o mercado acena com oportunidades, só deixam a empresa onde estão por uma proposta irrecusável, capaz de superar, e muito, os atuais benefícios conquistados.

Um profissional “empoderado”, portanto, que desfruta de uma boa e moderna liderança, é uma grande vantagem para que a empresa consiga retê-lo e manter esse talento dentro de casa. Certamente, irá colher os frutos desse investimento por meio de um time qualificado e capaz de fazer a diferença no mercado. Uma solução campeã é feita de tecnologia + pessoas. As empresas estão em transformação e suas lideranças também. O empreendedor caminha junto com o inovador. Alie tudo e seja o primeiro.