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Transformação Digital

5 principais erros rumo à transformação digital

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Acredito que não exista nenhuma expressão mais utilizada atualmente do que transformação digital. Existe uma razão para isso. Nos últimos anos, tecnologia e negócios se integraram de uma forma única, revolucionando verticais de negócio inteiras e, em muitas delas, de maneira devastadora para empresas que já se consideravam consolidadas.

Uber, Airbnb e Amazon são exemplos de como o digital é inovador e impacta modelos de negócio tradicionais. A atuação dessas empresas impactou o mercado e levou à reflexão outras que entenderam que é preciso repensar suas estratégias para não perderem competitividade. Mas é preciso muito cuidado ao ingressar nessa jornada. A seguir, listo cinco dos principais erros dos quais você deve fugir.

1-Achar que transformação digital se resume em tecnologias

Sempre que falamos em transformação digital, discorremos sobre a adoção de aplicativos móveis (apps), Big Data, blockchain, cloud entre outras tecnologias e conceitos. Mas esses recursos precisam estar alinhados aos objetivos do negócio.

Para que a transformação digital aconteça, é necessário pavimentar a estrada para recebê-la, ou seja, é preciso transformar processos analógicos em digitais. No ambiente da nova era, não há espaço para tarefas repetitivas e procedimentos manuais. E muitas empresas não atentam para esse detalhe importante.

Elas têm a ilusão de que pelo simples fato de adotar tecnologias disruptivas, sem esse preparo e uma estratégia consolidada, já ingressaram na transformação digital.  Por essa razão, muitas possuem soluções de ponta, como Big Data, que não trazem informações para rápidas tomadas de decisão, ou aplicações na nuvem, que reduzem custos com infraestrutura, mas continuam com altos custos nos demais componentes da aplicação e os mesmos problemas de quando os servidores estavam dentro da empresa.

A adoção de tecnologias disruptivas, portanto, não significa ter uma estratégia digital, se elas não estiverem conectadas às ações de negócio e com foco em pessoas.

2-Não integrar TI e áreas de negócios

Entre as inúmeras mudanças provocadas pela transformação digital, uma delas é o modelo de colaboração. Equipes multidisciplinares, com diferentes habilidade e competências, trabalham em conjunto, em que a área de TI e as de negócio unem esforços para objetivos de negócio comuns.

Para uma estratégia de digital bem-sucedida, é necessário integrar TI e Negócios. Recentemente, o instituto de pesquisas global Gartner divulgou que em um futuro próximo essa integração será tão massiva que é possível que a sua nomenclatura mude de TI para TN – Tecnologia de Negócios.

Tecnologia, portanto, é cada vez mais meio e não o fim. Tendo o nobre papel de viabilizar projetos inovadores, a partir da participação direta e vital das pessoas. Projetos com soluções inovadoras devem contemplar entregas rápidas, possibilitando testar a tecnologia sem desperdícios de recursos.

3-Não engajar tomadores de decisão

A estratégia de transformação digital precisa permear toda a empresa, com a participação dos heads de todas as áreas de negócio e, em especial, do board da corporação. Para isso, as lideranças devem estar engajadas na construção dos objetivos dessa transformação para garantir o alinhamento com negócio.

As diretrizes devem ser claras, bem como o planejamento para a disponibilidade de recursos que viabilizem a jornada digital e forte comunicação para engajamento. Toda a empresa deve estar ciente de que a transformação digital vai gerar mudanças, na maioria dos casos, na própria cultura. Tudo isso em prol da competitividade da corporação e sua permanência no mercado hoje e no futuro.

4-Não focar em novos negócios

Considere a utilização de métodos e processos novos, utilize parceiros com experiência no seu segmento de atuação, pois podem ajudar na priorização de ações em sua estratégia de transformação digital.

A prática de Design Thinking, por exemplo, com equipes multidisciplinares (negócio + TI + clientes) em áreas estratégicas para os negócios, leva à descoberta de soluções inimagináveis e, até mesmo, a um novo negócio ou ingresso em uma área de negócio diferente.

Lembre-se de que incorporar tecnologia em processos já existentes pode ser importante como um primeiro passo, considerando proporcionar redução imediata de custos. Mas não é o suficiente para o futuro próximo. A empresa precisa identificar novas formas de fazer negócios e até novos setores de atuação.

 

5-Não considerar pessoas no centro da jornada digital

Um dos pontos críticos da jornada de transformação digital nas empresas é o impacto na cultura corporativa. E isso envolve pessoas. Analistas do setor alertam para importância de engajá-las desde o início do processo para que se sintam parte dele. Sem esse engajamento, dificilmente o projeto será bem-sucedido.

Uma dica é começar com a integração dos heads das áreas de negócio, que se tornarão multiplicadores da cultura do digital em suas equipes. Como já citei aqui, a participação do board nessa campanha é estratégica e vital.

A atenção deve ser voltada muito especialmente para a melhor experiência do usuário interno. Mexer em processos tradicionais, para eliminar tarefas repetitivas e manuais podem abalar em um primeiro momento, mas tudo se resolve com a apresentação de benefícios e ganhos em produtividade. Colaboradores engajados, sucesso do digital.

Nesse cenário, a própria prática de métodos ágeis, que primam pelo trabalho colaborativo, em grupos multidisciplinares, contribui significativamente para a integração e a disseminação de uma cultura digital, com objetivos comuns, voltada a resultados que fortaleçam a empresa em todos os níveis e setores.

As pessoas, portanto, devem estar no centro da estratégia de transformação digital. Sem elas, impossível obter o sucesso desejado, mesmo com a adoção das mais altas tecnologias.