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Inovação

Experimentação na era dos dados. Afinal, por que design thinking?

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A era digital que estamos vivendo tornou ainda maior a avalanche de dados que cresce a cada dia. Proveniente dos mais variados canais, tecnologias disruptivas, como Internet das Coisas (IoT), são verdadeiros dínamos de dados, que podem se transformar em informações valiosas para o negócio.

Para transformar a montanha de dados em ouro, podemos contar com tecnologias que possibilitam conhecer hábitos de clientes, conectar sistemas apoiados na análise quantitativa, cruzar e integrar todas as informações vindas de variados canais e, assim, ter uma infinidade de dados qualificados disponíveis, com base em um passado confiável, e definir quais as possibilidades de futuros previsíveis.

Os métodos que elaboramos para trabalharmos com Big Data, conectividade adquirida com IoT e técnicas avançadas que atingimos com Analytics prometem um diagnóstico assertivo e ainda a resolução dos mistérios que nos cercam com a construção de um pensamento cartesiano, em que conseguimos quantificar e valorizar o que é mais correto discriminando interpretações tácitas pouco evidenciadas.

Em meio a esse mar de informações e fazendo uso da sua própria e poderosa ferramenta analítica, o Google Trends pode nos mostrar que a busca pelo termo “design thinking” dobrou nos últimos cinco anos. O que nos leva a pensar porque então o “pensamento do designer” ganha relevância na era dos dados. O que faz ser crescente esse movimento em que experimentar e se desvencilhar das certezas são primordiais? O que a análise puramente de números não consegue nos trazer?

Dando um passo atrás e trazendo um pouco do panorama histórico, o que podemos ver é que passamos por uma transformação ao longo do tempo em que as pessoas deixam de ocupar o lugar passivo diante da oferta de produtos e serviços e passam a agir ativamente, participando também da criação.

O design thinking viabiliza esse processo da cocriação ao trazer as necessidades das pessoas para o centro de qualquer oferta. Em conjunto com valores de empatia, colaboração e experimentação redesenha uma nova perspectiva, trazendo novos significados e real possibilidade de mudança e impacto positivo. É uma nova rota criada para resolver problemas muitas vezes ambíguos e inter-relacionados, aqueles que não se consegue isolar de uma única causa e traçar uma linha de causa-consequência.

Em um ambiente complexo e tradicional, como o financeiro, a rota natural e segura para resolver um problema é buscar várias informações com a finalidade de se chegar a um único e confiável resultado – a valorização da lógica dedutiva, em que é possível concluir algo a partir das informações que já existem e, portanto, sem produzir conhecimentos novos.

A experimentação permite, por meio da observação e levantamento de hipóteses, retirar as ideias do papel e analisar rapidamente o quanto elas se encaixam no mundo real, colhendo feedbacks e as transformando em soluções, o que gera valor. Experimentar nos permite descobrir novos caminhos, evitando grande erros, e ao mesmo tempo aprendendo e aprimorando de forma contínua todo o processo.

Olhar para o novo exige um exercício diferenciado, já que não é possível provar de antemão um novo pensamento. Novas ideias só podem ser validadas com o desenrolar dos eventos futuros, e o design thinking mostra sua força como abordagem ao trazer para o jogo a lógica abdutiva. A abdução busca a validez e trata os sucessos do passado como hipóteses (e não certezas) a serem testadas antes de usá-las para gerar previsões que se espera serem válidas. Assim, é possível produzir não apenas o resultado confiável, fornecido pelas análises numéricas, mas o resultado desejado de maneira confiável.