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Transformação Digital

O valor do design nos negócios – do júnior ao executivo

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Design hoje está cada vez mais dissociado de ser algo puramente estético (visual e forma) e vem ganhando espaço como inteligência estratégica (design estratégico). Os negócios têm focado em como acelerar a capacidade de inovar e se manter relevante no mercado.

Apesar de serem distintos em tamanho, recursos e indústrias, os negócios têm um desafio comum: gerar valor ao contexto em que opera. Existe uma jornada gigantesca entre as necessidades do negócio e as do cliente. Como alinhar necessidades corporativas estratégicas e ao mesmo tempo prover soluções inovadoras aos clientes?

As empresas precisam se tornar cada vez mais relevantes ao desenhar serviços e produtos alinhados aos desejos e às expectativas dos clientes, antes mesmos de eles as identificarem. Isso é inovar – mapear e desenhar algo que não é conhecido, seja na forma de aplicar uma tecnologia tradicional ou inovadora.

Design em linha com negócios

Designers são treinados em entender e aprender com e sobre as pessoas. Ele deve extrair algum sentido do caótico e ambíguo. Negócios precisam cada vez mais entender as pessoas para projetar experiências relevantes. Para isso, é importante o apoio de pesquisas qualitativa e quantitativa, de maneira equilibrada.

Não é mais viável olhar para o design apenas como algo que embeleza um produto ou serviço, mas como inteligência estratégica, que possui ferramentas e capacidades essenciais para mergulhar no universo da ambiguidade e da complexidade das pessoas. Isso porque o comportamento humano muda constantemente de maneira rápida e até mesmo imprevisível. O modo de agir e de pensar das pessoas depende da cultura de cada uma. Por isso, criar hábitos diferenciados, por meio de produtos e serviços, não é algo fácil.

Design é sobre “fazer”

Transformar algo conceitual em realidade é uma das missões dos designers treinados em diversas áreas. Eles têm de entender o contexto, levantar dados, gerar hipóteses e validá-las por meio da criação de artefatos (protótipos) para testar suas ideias rapidamente – independentemente de áreas [Moda, Produto, Gráfico, Digital, Games ou Serviços].

Devemos considerar, no entanto, que esse processo não é padrão. É muito comum designers mais experientes criarem artefatos para testar hipóteses nos primeiros estágios de uma pesquisa. Resumindo, designers aprendem a pensar com as mãos, para que consigam tornar tangíveis e testar suas ideias mais rapidamente.

Qual a vantagem disso?

Quando o assunto é projetar novas realidades, sejam produtos ou desenho de um novo processo, as chances de cometermos erros é alta. Ao decidirmos testar e tangibilizar nossas ideias de maneira rigorosa e rápida, mitigamos riscos e aprendemos com as pessoas e sistemas que queremos impactar.

Isso não exclui, obviamente, o processo clássico de crítica que designers fazem entre si. Aprender com o usuário é fantástico, mas eles não vão gerar soluções criativas para os problemas que eles elucidarem. Ou seja, isso ainda dependerá de designers experientes com seus vastos repertórios para indicarem soluções e identificarem pontos fora da curva. Mas como empoderamos designers ou criamos uma abordagem mais “centrada no design” para desenharmos processos resilientes?

A importância do design no “C-Level”

Um ponto importante para que possamos trazer mudanças internas e redesenhar processos é que os designers devem assumir espaços mais estratégicos nos negócios.

Algumas empresas já perceberam isso. É o caso da PepsiCo, ao criar o “Chief Design Officer – CDO”, como li recentemente em em uma reportagem da Harvard Business Review. Em negócios de grande porte, com diferentes processos e culturas, é necessário alguém responsável por tomar decisões estratégicas, liderar transformações e empoderar equipes para exercitar uma abordagem mais resiliente.

Vale destacar que, em um processo de design, erro é parte integrante – não existe design certeiro que responda todas as perguntas de imediato. Errar é fundamental e, portanto, uma das fontes principais de aprendizado de designers – Onde erramos, por que erramos e, a propósito, aqui está a solução para esse problema.

Em um mundo V.U.C.A. (termo cunhado pelo exército americano, Volatilidade, Incerteza, Ambiguidade e Complexidade) é imperativo que possamos catalisar processos de mudança, do contrário, corremos o risco de nos tornar vítimas de nossos próprios processos e modo de pensar.

Líderes possuem um papel fundamental para catalisar essas mudanças, especialmente quando seu mindset é focado em entender a complexidade das coisas e em aceitar a ambiguidade como uma constante no processo de tomada de decisões. Identificar quem são esses potenciais agentes de mudança é o primeiro passo para estabelecer alicerces para mudarmos a cultura vigente.