Resource IT anuncia chegada de novo CEO

14 dez, 2016
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Paulo Marcelo assume as operações a partir de janeiro de 2017

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A Resource IT será comandada por Paulo Marcelo, CEO da Capgemini Brasil, a partir de 10 de janeiro. O fundador, Gilmar Batistela, deixa a presidência ­executiva para dirigir o conselho de administração, voltando­-se a análise de aquisições, novas tecnologias e a internacionalização.
A mudança no comando é acompanhada de um plano global de crescimento visando atingir receita de R$ 1 bilhão anual até 2021. A empresa avalia parcerias com startups ou a venda de uma fatia minoritária a fundos de investimento para expandir a presença no exterior. O plano prevê ainda a listagem na bolsa de valores no período de três anos.
Atualmente, as vendas anuais da Resource IT estão ao redor de R$ 400 milhões, mas a expectativa é dobrar o valor em três anos. “Enquanto o mercado de TI crescerá com taxas de 5% a 6%, segundo a IDC Brasil, vamos atuar em áreas com potencial de expansão de mais de dois dígitos”, diz Marcelo.
A empresa está entre as três maiores integradoras de sistemas do país, com 300 clientes de segmentos como financeiro, saúde, bens de consumo e varejo. De 2008 a 2012, investiu R$ 60 milhões na aquisição de dez empresas, o que gerou um crescimento anual de 25% a 30%. Nos anos seguintes, revisou seu portfólio e mudou processos para ser menos intensiva em mão de obra e ser uma empresa de inteligência. Em 2015, a receita subiu 10%. Os números de 2016 serão fechados em março.
De softwares sob medida, a companhia passou a produzir soluções semiprontas para diversos setores. Um sistema de inspeção de obras pelo celular usado na construção civil, com fotos e gráficos que monitoram a evolução do trabalho, por exemplo, pode ser adaptado para monitorar o funcionamento de agências bancárias. Os 2,5 mil funcionários estão menos dedicados a programar e mais voltados a novos projetos.
A meta de R$ 1 bilhão em receitas chegou a ser prevista para 2015 e, depois, para 2017. De acordo com o fundador, o cenário de mercado mudou rapidamente e o foco interno também ­ para uma empresa de inteligência, a preocupação está menos nas receitas e mais nas margens, explica. “Como tudo mudou, nosso plano original agora é outro, e estamos mais cautelosos.”
“Havia a expectativa de uma enorme consolidação no mercado de tecnologia, mas as 20 maiores empresas do ranking nacional representam metade da receita do mercado, ou seja, ainda há muita pulverização. Já os clientes querem projetos de mais curta duração, com resultados mais claros, menos baseados em mão de obra, e focados em tecnologia da informação”, explica o futuro CEO.
O ano de 2016 foi difícil e exigiu “trabalho em dobro e revisões em todas as áreas”, diz Batistela. Os primeiros reflexos da melhora econômica são esperados no segundo semestre de 2017. “Embora o cenário econômico e político ainda impeça a expansão do setor, é uma questão de tempo.”
Os bancos são os principais clientes da companhia. A área financeira é vista como oportunidade para aquisições ou para atrair novos sócios no ano que vem. Segundo Batistela, há conversas com fundos de investimento nacionais e estrangeiros para a venda de uma fatia minoritária. São cogitadas também parcerias com startups.
A prioridade é reforçar as operações internacionais, já que muitos clientes são multinacionais e têm operações em outros países. São três escritórios nos Estados Unidos (Flórida, Texas e Califórnia), além de atuação no Chile, Colômbia e México. Para atender a alguns clientes no Peru, há planos de lançar uma operação por lá ano que vem.

Fonte: Valor Econômico

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