Na Resource, somos 568 profissionais mulheres, representando 25% do nosso quadro de funcionários, sendo 89 em cargos de liderança. Estamos atentas e trabalhando para que esse número cresça. Diferente do que acontece em muitos lugares, aqui não sofremos discriminação por sermos mulheres, porque todos são tratados com igual respeito e reconhecimento profissional, independentemente de gênero.

Certamente, essa cultura vem da essência do fundador da empresa, Gilmar Batistela, que sempre acreditou no poder da inteligência e da sensibilidade das mulheres, também no universo profissional, e construiu esse ambiente sem conflitos entre gêneros.

Afinal, ter mulheres no time não é um benefício meramente social. A sua presença traz vantagens intangíveis para o sucesso do negócio pela diversidade na troca de ideias, gerando mais inovação. Grupos multidisciplinares não têm de abrigar somente habilidades e competências variadas, mas de gênero também, pois cada um é um universo rico e distinto que quando se unem, tornam-se imbatíveis.




Não é por acaso que empresas crescem e são bem-sucedidas quando abraçam essa postura. Como exemplo, é interessante ler essa reportagem do Estadão Mulheres buscam mais espaço e diversidade no mercado de tecnologia.

Hoje, no Dia Internacional da Mulher, trago neste post alguns números que servirão de combustível para prosseguirmos confiantes nessa jornada e registrarmos avanços e metas.

Números

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada em 2016, as mulheres ocupam apenas 20% das posições de trabalho na área de tecnologia no Brasil.

Porém, esse quadro não é uma exclusividade do Brasil. Levantamento feito pelo governo norte-americano mostra que nos EUA somente 25% das vagas do segmento são ocupadas por mulheres. E elas ganham em média US$ 10 mil a menos que homens em cargos semelhantes.

O S&P 100, lista das maiores empresas do mundo compilada pela agência de risco Standard & Poor’s, mostra que 20% dessas companhias têm, ao menos, uma diretora. O número cai para 10% no ranking aqui do Vale do Silício, reduto tecnológico norte-americano. Já um relatório da Harvard Business School identifica que somente 10% dos aportes financeiros são feitos em startups comandadas por mulheres.

De acordo com a Harvard Business Review, 41% das mulheres que atuam no segmento desistem da carreira. São muitos os motivos que as levam a interromper suas trilhas profissionais e a abandonarem graduações e especializações por acreditarem que será um esforço em vão. Preconceito, sexismo e exclusão são alguns.

Sem contar que muitas mulheres, em especial as adolescentes, não ingressam em áreas específicas, como as de desenvolvimento de software e de cibersegurança porque temem ser estereotipadas. Estudo da Kaspersky Lab, em reportagem no IT Forum 365, aponta que mulheres representam apenas 11% do total da força de trabalho na área de cibersegurança e 78% das jovens nunca pensaram na possibilidade seguir carreira nessa área.




O mesmo levantamento conclui que o motivo são os estereótipos associados à cibersegurança. Na maioria das vezes, a terminologia associada à indústria, como “hackers”, “geeks” e “nerds”, é considerada como conotações negativas. Penso que há todo o tipo de barreira que precisa ser quebrado.

Pesquisa da Revelo, plataforma de recrutamento digital, mostra que na distribuição entre homens e mulheres, como desenvolvedores, os homens representam 87% dos candidatos inscritos e as mulheres apenas 13%.

A questão é: Por que isso acontece, considerando que estamos cada vez mais presentes em universidades, cursos de extensão, intercâmbios…? Isso é comprovado por levantamento do IBGE. Ele destaca que profissionais de TI do sexo feminino têm grau de instrução mais elevado do que os homens do setor no Brasil.

Talvez o X dessa questão esteja no fato de as mulheres estarem buscando a graduação, mas não a especialização em gestão, que abre portas para ocupar cargos de liderança.

De acordo com Ruy Shiozawa, presidente do Great Place to Work (GPTW) Brasil, durante sua participação em painel no evento IT Forum no ano passado, do total de graduados no Brasil, 60% são mulheres, contudo, em pós-graduação o número cai para 51%, e registram queda ainda mais acentuada, de 33%, em gestão. As mulheres, portanto, precisam se lançar mais nesse desafio! Acreditarem, sim, que podem chegar lá. Para isso, é necessário se qualificar.

Movimentações para virar esse jogo

Muitas empresas de tecnologia têm programas específicos com escolas para engajar mais adolescentes mulheres a entrarem para a CTEM — Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática (ou STEM, em inglês), áreas com maior predominância de profissionais homens. E são justo segmentos com maior taxa de empregabilidade e com salários superiores à média. Vale a pena visitar o site Girls in Tech para complementar informações sobre engajamento.