Acessibilidade é um universo que vai muito além do que imaginamos. Infelizmente, ainda não ganhou a tão sonhada popularidade, embora venha ganhando cada vez mais espaço na mídia, em palestras e nas empresas. Deveria estar mais presente na pauta de cada um de nós, considerando ser um tema de responsabilidade social. Mesmo com a movimentação em torno da “inclusão digital”, esperava-se que a acessibilidade começasse a ser prevista, desde o início, em projetos digitais. Só que não.


Mesmo com a movimentação em torno da “inclusão digital”, esperava-se que a acessibilidade começasse a ser prevista, desde o início, em projetos digitais. Só que não. Participei da construção de inúmeros projetos digitais e apenas um abordou acessibilidade, do começo ao fim, tratada como um item importante na lista das sprints. Levando em conta que cerca de 35% da população brasileira tem algum tipo de deficiência, segundo pesquisa realizada pelo IBGE, a situação torna-se crítica porque essas pessoas não estão sendo atendidas da forma que merecem no mundo digital.

Trata-se de um universo extremamente significativo e de enorme potencial para ser trabalhado e que pode gerar ganhos imensuráveis para ambos os lados do balcão: pessoas com necessidades especiais e mercado. Imagine que 35% de uma população de mais de 200 milhões de pessoas é uma taxa considerável de potenciais consumidores de algum tipo de serviço ou produto. Afinal, o digital, entre tantos benefícios, aproxima pessoas e empresas e não entendo porque os stakeholders não levam isso em conta. Acredito que até pensam nisso, mas desconsideram em razão dos custos.

Se o stakeholder contratar uma empresa especializada em projetos digitais com acessibilidade, os custos devem cair consideravelmente. O erro está em vender acessibilidade como feature, quando o correto é fazer parte do que entregamos.

O projeto digital precisa de persona inclusiva, o UX designer. Ele deve entregar um protótipo adequado às pessoas com qualquer tipo de necessidade especial, que proporcione a elas uma excelente experiência do usuário (UX, na sigla em inglês) simples e satisfatória.



Para isso, o front-end tem de conhecer as diretrizes de acessibilidade e as tags que podem ser usadas, os desenvolvedores devem identificar e dominar as funcionalidades que tornam um projeto digital acessível, e quem testa a solução deve ter empatia com pessoas com necessidades especiais. Se temos uma equipe preparada para entregar um site, aplicativo ou portal acessível, o custo acaba sendo muito menor do que se imagina.

Na prática

No último iBeer – encontro mensal promovido pela Resource e realizado internamente para discutirmos variados temas que envolvem tecnologia + pessoas – abordamos situações em que cidadãos com necessidades especiais contratam algum tipo de serviço. Entre eles identificamos deficiências visuais, auditiva e motoras, além de idosos, grávidas e crianças, que necessitam de cuidados específicos e, portanto, produtos e serviços adequados às suas necessidades.


Apresentamos nesse encontro ferramentas e cenários que uma pessoa com necessidade especial utiliza para fazer uma compra por e-commerce, por exemplo. Fizemos uma dinâmica em que alguns colaboradores foram vendados no início do workshop. Coletamos as experiências deles ao participarem da apresentação sem enxergar e depois foi aplicado um teste de simulação de uma compra online, que não oferecia recursos de acessibilidade. Resultado? Praticamente ninguém conseguiu concluir a compra. Assim, sentiram na pele as dificuldades enfrentadas por essas pessoas em seu dia a dia, em plena era digital.

Por que devemos investir?

Uma iniciativa interessante é o movimento web para todos, que conta com uma comunidade que tem como missão expandir esse universo, ainda desconhecido, como falei, por muitas pessoas.

Uma comunidade com designers, desenvolvedores, produtores de conteúdo e diversos profissionais de variadas áreas como administradores e engenheiros, além de empreendedores.

Não investir em acessibilidade é não ir ao encontro da evolução digital e consequentemente do desenvolvimento do País. Todas as pessoas, independentemente de suas necessidades especiais, são potenciais compradores e cada vez mais se transformam em consumidores digitais, usando a internet para modernizar, agilizar e simplificar suas vidas.


Há muitos casos de sucesso de projetos digitais que usaram recursos de acessibilidade e geraram lucros consideráveis às empresas que abraçaram essa causa. Além disso, aliaram às suas marcas, a imagem de uma organização preocupada com a responsabilidade e inclusão social, contribuindo para o um País melhor. Um desses bons exemplos é o da Listerine, por meio do seu aplicativo que reconhece quando uma pessoa sorri. Assista ao vídeo e comprove.

Tudo depende da forma como se pensa fora da caixa, com tecnologia e pessoas.




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